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sombrinha

atrevida
ao céu desafia
guarda chuva
para sol

à terra entre
tanto confessa

não faz mais
que uma sombrinha
.

Comentários

Val Freitas disse…
posso ficar por aqui horas depois, até me aquecer
até compreender os teus vãos
tantos becos espalhados.

tá tudo muito bonito sim, Heber.
continua, vai...

*beijo*
Analuka disse…
Atreve-
se até
a escrever
sobre sóis
ou guarda-
chuvas

vasculha
estrelas
em instantes
vãos
nada
vazios

Beijos, com guarda-chuvas voláteis, enamorados por umbrelas atrevidas!
Yuri Assis disse…
meu cadinho se enche de água, essa água fria, de outrora, outras horas.
e nos dias de sol, tenho esse vasto seco sertão.

estou altamente romântico, odeio isso.
nunca gostei de romantismo.

abraço!
Corpo que sabe de si
alargar-se noutros espaços.
Poderia desejar apenas
dotes de proteção inertes.
No entanto, caem torrentes
sobre os receptáculos de pensamento.

Bravo, meu caro!
Leila Lopes disse…
pura humildade confessada?
exato e doce.
sou mesmo é fã de uma sombrinha.
bjo
Paula Negrão disse…
Aah! que bonitinhoo =]

beijos, Héber!
Yuri Assis disse…
obrigado por esse crédito maravilhoso!
e por essa força!

postei nova poesia em meu blog, dessa vez cheia de sangue e raiva.

confira qdo puder!

abraços!
Marcos Santiago disse…
O sol nasce para todos, a sombra somente para quem se atreve e água fresca para quem alimenta salamaleques a doses de criatividade, regados a sorrisos inoxidaveis !
Yuri Assis disse…
que os raios que essa umbrela descarta no momento possam visitar meu blog e conferir o ódio que corrói.

abraço!
Allan Santos disse…
suas linhas são fortes.
uma poesia simples e enxuta,
muito criativa por sinal

uma abraço!
Analuka disse…
Um beijo alado-azulado, à luz e sombra da lua cheia!
Yuri Assis disse…
novamente convido a umbrela a fazer sombra em terra seca.
dê uma olhadinha no blog!

abraços.
Lunna disse…
nossa! quem és tu?
Adorei seus versos e para não perde-lo hei de linká-lo.
Espero que não exista a ofensa, apenas o sorriso.
Abraços
Yuri Assis disse…
essa umbrela ainda aqui?
mas que temporal!

te convido mais uma vez a passar em meu blog e fazer nova sombra, estou em dias de sol, curtindo vasto seco sertão.

abraços!

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Wordtrack for a long play

Na próxima quarta-feira, 07/06, às 21:00, farei a primeira apresentação do meu solo de spoken word Quem anda distraído não sonha acordado, no XIX Seminário de Línguas e Literatura do curso de Letras do UNASP, em Engenheiro Coelho.

O pocket show, que mistura alguns dos meus poemas e crônicas com músicas remixadas, seria lançado no dia 08/07 apenas, no Espaço Luzeart, em Mogi Guaçu, mas decidi fazer uma pré-estréia ao ser convidado para esse evento. A performance propõe, por meio de uma experiência estética, uma reflexão sobre a imaginação literária. O set list do espetáculo, vocês podem ouvir aqui.

Natureza humana

1

Lampeja a minha noite
Um anjo a piscar o olho insone
Vem chamar-me à janela
Com doce falar de sonhos

Toma-me a mão e me leva
Muros não podem detê-lo
Faz-me um andarilho da lua
Ser como a luz da estrela

2

Já vem chegando a manhã
Logo a cidade desperta
"A noite é uma doce maçã"
O anjo convida a mordê-la

Sinto a manhã derradeira
Insisto com ele por que
O estranho me diz é apenas
A tua natureza humana
.

A memória

Ontem vieram-me à mente, cenas das férias que na infância eu passava na fazenda com os meus primos, em Pernambuco. Não senti nostalgia - não como a que faz a gente querer voltar ao passado. Somente achei insólito que tudo aquilo tivesse mesmo acontecido. Talvez porque a minha vida tenha mudado muito desde então, pareceram-me momentos irreais. Estranhamente, me pareceram eternos também. Julguei a morte inconcebível, se não para todos os homens, com certeza para aqueles intrépidos meninos de engenho. Por isso, eu pensei de repente: dos lugares que podemos visitar neste mundo, a memória é o mais próximo da eternidade.