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Mostrando postagens de Abril, 2007

PAPO SEM TER NEM PRA QUE

.
Que engraçada, aquela criatura...
O Salamaleque?
Sim.
Ah, é porque você não sabe das Patavinas.
Patavinas?
Isso. Adivinhe o bicho que é.
Sei lá.
Duvido que não conheça, pelo som.
Hum... parece um tipo de pássaro.
Pássaro?
Um passarinho tão leve que é incapaz de pousar.
É mesmo?!
Coitado... vive com a cabeça nas nuvens, comendo Bulufas.
Bulufas?
Sim, é um aeroplâncton insosso, sem forma e vazio.
Bulufas ou Bulhufas?
E faz diferença?

NOTAS SOBRE CRIATURAS JAMAIS VISTAS EM DICIONÁRIOS

.
Salamaleques são entes multicoloridos
cheios de braços, pernas e dedos -
lembram filhotes de Centopéia com Tangará.

Há quem diga serem
um tipo de borboleta pouco evoluída,
cujo corpanzil de lagarta,
duas asinhas míudas,
que ficam bem na altura do sexto par de braços,
são incapazes de fazer voar.

Mas esses seres têm a sua graça.
Finíssimos,
dominam todas as mesuras de um cortesão -
daí serem popularmente conhecidos por Rapapés.

Além do mais, são exímios na dança com véus,
e como jamais aboboram,
podem viver inteirinhas
mil e uma noites de cinderela.

Infelizmente, hoje em dia
é muito difícil ver Salamaleques por aí,
mas eles ainda são bem comuns
lá em Wonderland.

Impermanência

Ah, o Tempo
e o seu mistério
intestino -

os Jardins
e as Estações
o confessam

mas quem tem coragem de ouvir?

Nem eu tenho
tão pouco -
faço do ouvido mouco
pois ainda não sei partir.


Poesia na Boca da Noite

Hoje, a partir das 20h00, tem Poesia na Boca da Noite no Restaurante Grande Sertão, ali no Parque Costa Azul, em frente à Cantina Cortile. Estarei por lá lendo alguns poemas meus e falando sobre meu trabalho criativo. Quem for vai ouvir também a música de André Telles e o recital Bicho-Homem com Edmar Vieria e José Inácio Vieira de Melo.