Não faz calor,
nem faz frio.
O mundo procede
com um pouco mais de doçura.
Os meio tons que sumiram
estão de volta agora
sob um lascivo sol coado.
Não há na paleta
tanto brilho,
mas quantas cores!
. Escorregar o ânimo num cago de chuva. Sentir desejo de planta por travesseiros. Celebrar a paz das vassouras com as teias. Vegetar as idéias no pó assentado. Esquecer do amarelo gritando lá fora. Embalar um mofo com pão dormido. Deixar para o limo o amansar as facas. Querer, só nesta manhã, o desmantelo do tempo. * Releitura do poema publicado na revista Germina .
Quero propor uma troca vantajosa: ao invés da certeza, a curiosidade. Irá pacificar os nossos debates e aumentar o nosso conhecimento, embora eu ache que passaremos a conhecer cada vez mais o quanto desconhecemos.
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