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A bronca da arte com a beleza


A bronca da arte moderna com a beleza se explica. O artista está mais pra inventor do que pra decorador, e o poeta é mais um hacker da língua do que um beletrista. Era preciso deixar isso claro, nem que fosse a pontapés, urros, uivos e palavrões, no melhor estilo dadaísta. E ainda é, eu acho. O belo, o sublime e o sentimento são apenas brinquedos, assim como o físico. o metafísico e a vida. A brincadeira é o que interessa de fato ao artista. E é o que faz a diferença.
~
Para ir além: O mínimo denominador comum da arte

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Natureza humana

1

Lampeja a minha noite
Um anjo a piscar o olho insone
Vem chamar-me à janela
Com doce falar de sonhos

Toma-me a mão e me leva
Muros não podem detê-lo
Faz-me um andarilho da lua
Ser como a luz da estrela

2

Já vem chegando a manhã
Logo a cidade desperta
"A noite é uma doce maçã"
O anjo convida a mordê-la

Sinto a manhã derradeira
Insisto com ele por que
O estranho me diz é apenas
A tua natureza humana
.

Wordtrack for a long play

Na próxima quarta-feira, 07/06, às 21:00, farei a primeira apresentação do meu solo de spoken word Quem anda distraído não sonha acordado, no XIX Seminário de Línguas e Literatura do curso de Letras do UNASP, em Engenheiro Coelho.

O pocket show, que mistura alguns dos meus poemas e crônicas com músicas remixadas, seria lançado no dia 08/07 apenas, no Espaço Luzeart, em Mogi Guaçu, mas decidi fazer uma pré-estréia ao ser convidado para esse evento. A performance propõe, por meio de uma experiência estética, uma reflexão sobre a imaginação literária. O set list do espetáculo, vocês podem ouvir aqui.