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Mostrando postagens com o rótulo Citações

Foucault sobre a literatura moderna

“O que se anuncia [na literatura votada ao ser da linguagem] é que o homem é “finito” e que, alcançando o ápice de toda palavra possível, não é ao coração de si mesmo que ele chega, mas às margens do que o limita: nesta região onde ronda a morte, onde o pensamento se extingue, onde a promessa da origem recua indefinidamente. “[...] neste espaço assim posto a descoberto, a literatura, com o surrealismo primeiramente (mas sob uma forma ainda bem travestida), depois, cada vez mais puramente, com Kafka, com Bataille, com Blanchot, se deu como experiência: como experiência da morte (e no elemento da morte), do pensamento impensável (e na sua presença inacessível), da repetição (da inocência originária, sempre lá, no extremo mais próximo da linguagem e sempre o mais afastado); como experiência da finitude (apreendida na abertura e na coerção dessa finitude).” Michel Foucault. “As Palavras e as Coisas - Uma Arqueologia das Ciências Humanas”.

A medida das nossas vidas

"We die. That may be the meaning of life. But we do language. That may be the measure of our lives" - Toni Morrison. ~ "Nós morremos. Esse pode ser o significado da vida. Mas nós fazemos linguagem. Essa pode ser a medida das nossas vidas" - Toni Morrison.

O homem que não adere a nada

"Após ter tido fé em todas as democracias, em todas as ditaduras, em todas as ciências, e após ter sido por todas decepcionado, minha última esperança de justiça social fixou-se nas artes e nos artistas (...) Viva o homem que não adere a nada!” Panaït Istrati , no prefácio do seu romance A casa Thüringer

O pícaro alegre

"Não existem palavras sem dono [...] Quem fala e em que circunstâncias fala - eis o que determina o sentido real da palavra. Todo significado direto e toda expressão direta são falsos e particularmente patéticos. [...] às linguagens de todos os detentores do poder e dos estabelecidos na vida contrapõe-se  a linguagem do pícaro alegre, que reproduz parodicamente qualquer patético onde é necessário, mas que o neutraliza, que o afasta dos lábios pelo sorriso e pelo embuste. Ao zombar da mentira, ele a transforma num embuste alegre. A mentira é iluminada pela consciência irônica e parodia a si mesmo pela boca do pícaro alegre". Bakhtin em "Teoria do Romance"

Calado é um poeta

"Ainda não faz tanto tempo, os poetas se esforçavam para nos escandalizar com suas roupas extravagantes e seu comportamento excêntrico. Tudo isso era só para encher os olhos do público. Sempre chegava a hora em que os poetas tinham de fechar a porta atrás de si, despir suas capas, seus penduricalhos e outras parafernálias poéticas e enfrentar – em silêncio, com paciência, à espera de si mesmos – a folha de papel ainda em branco. Pois, no final, é isso o que de fato conta", disse Wislawa Szymborska no dia em que recebeu o Nobel.