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O mergulho


Ser poeta é um outro modo
de praticar apnéia.
É preciso ter fôlego, resistir
à ânsia de emergir
e só vir à tona quando 
um canto impreterível.

No abismo, muitas palavras
se oferecerão a ti. O vate
permitirá a cada uma delas
impregná-lo com sortilégios.
Trará no entanto à superfície
apenas aquele verso
cuja exata melodia evoca
os dois destinos do mergulho.
.

Comentários

Alexandre Sousa disse…
Espetacular! Lembrou-me uma coisinha que escrevi: http://escrevendoesemeando.blogspot.com/2011/01/o-que-vem-de-dentro.html

Que Deus o abençoe, poeta!
Jefferson disse…
Boa tarde! Gostei muito dos seus poemas, gostaria de convidá-lo a participar do blog http://designdipoesia.com.br/
um projeto colaborativo onde uma pessoa escreve um texto (poesia, poema, literatura, matéria) e outra pessoa ilustra (arte, colagem, desenho, foto)

enfim, está feito o convite! Abraço!
Jefferson

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